Caso Milce Daniel: IPC aponta exames negativos para violência sexual e intoxicação em caso de idosa encontrada morta em Bayeux

Os primeiros exames periciais realizados no corpo de Milce Daniel Pessoa, de 72 anos, não identificaram sinais de violência física, abuso sexual ou envenenamento. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (8) pelo médico perito Flávio Fabres, do Instituto de Polícia Científica (IPC) de João Pessoa.

Segundo o especialista, os dois primeiros exames laboratoriais concluídos foram o PSA, utilizado para detectar indícios de violência sexual, e o exame toxicológico, que investiga possível intoxicação ou envenenamento. Ambos apresentaram resultado negativo. “A princípio, a gente teve dois exames, o de PSA e o toxicológico, ambos negativos. Então, a gente já começa a ter alguns elementos para acrescentar à autópsia e ao exame que foi realizado”, explicou Flávio Fabres.

De acordo com o IPC, a autópsia também não encontrou marcas aparentes de agressão física no corpo da vítima, que foi localizado em avançado estado de decomposição. “Tanto a perícia de local de encontro do corpo quanto a autópsia não evidenciaram sinais de violência”, afirmou o médico.

Apesar dos primeiros resultados, a causa da morte ainda não foi esclarecida oficialmente. A perícia aguarda a conclusão de outros exames complementares que poderão indicar o que provocou o óbito. “Vamos aguardar os outros exames saírem. A causa da morte ainda permanece indeterminada a esclarecer e logo mais a gente vai trazer a causa da morte e mostrar para a sociedade o que aconteceu com a dona Milce”, acrescentou o perito.

Desaparecimento mobilizou buscas

Milce Daniel Pessoa desapareceu na manhã do dia 22 de abril, após acompanhar um amigo e vizinho a uma consulta médica no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, localizado entre os municípios de Santa Rita e Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa.

Após o desaparecimento, familiares acionaram as autoridades e a Polícia Civil iniciou uma série de buscas na região. O corpo da idosa foi encontrado no dia 29 de abril em uma área de mata durante diligências realizadas pelos investigadores.

O amigo que acompanhava a vítima, identificado como Willis Cosmo, chegou a ser conduzido para prestar esclarecimentos na delegacia, mas foi liberado posteriormente.

Em depoimento oficial prestado à Polícia Civil, Willis afirmou que a idosa desapareceu rapidamente enquanto os dois colhiam mangas em uma área próxima ao hospital.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil da Paraíba (PCPB), que aguarda os laudos complementares da perícia para avançar na definição das circunstâncias da morte.

 

Fonte83