Números do CNJ: produtividade dos juízes paraibanos volta a cair e TJ fica na 22ª posição

Levantamento Justiça em Números tem por base o ano de 2025

Depois de registrar crescimento nos últimos anos, a produtividade dos juízes paraibanos voltou a cair. É o que mostra o índice de produtividade de magistrados aferido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e divulgado essa semana no levantamento Justiça em Números 2026.

No ranking dos tribunais dos Estados, o TJPB aparece na 22ª colocação. O estudo tem por base o ano de 2025. No último levantamento (com base em 2024) a produtividade dos magistrados paraibanos aparecia na 17ª colocação.

Os dados divulgados essa semana mostram que no quesito produtividade os magistrados paraibanos alcançaram 1.680 pontos, bem abaixo da média nacional – 2.561 pontos. No ano anterior os paraibanos registraram 1.869 pontos.

O TJPB só ficou à frente dos tribunais do Acre, Ceará, Pará, Pernambuco e Distrito Federal. Os juízes paraibanos chegaram a ocupar a ‘lanterna’ no Justiça em Números de 2020. De lá pra cá o indicador oscilou, com números positivos para o TJPB.

Já a produtividade dos servidores também sofreu variação negativa. Foram 158 pontos, quando no Justiça em Números 2025 havia 172 pontos registrados.


					Números do CNJ: produtividade dos juízes paraibanos volta a cair e TJ fica na 22ª posição
João Paulo Medeiros

					Números do CNJ: produtividade dos juízes paraibanos volta a cair e TJ fica na 22ª posição
João Paulo Medeiros

TJPB ressalta outros indicadores

Apesar dos números de produtividade apontarem para um cenário de redução, o TJPB ressalta uma outra análise dos dados divulgados pelo CNJ e afirma que “a leitura baseada isoladamente no número de processos baixados por magistrado não reflete o desempenho real da Corte no período”.

O TJPB observa que o mesmo relatório mostra avanços com um outro indicador: Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus).

“Segundo o relatório Justiça em Números 2026, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o TJPB alcançou 78% no Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus), ante 67% no relatório de 2025 — um crescimento de 11 pontos percentuais, ou aproximadamente 16% de melhora relativa, em um único ciclo”, diz o TJ em nota enviada ao Blog.

“O IPC-Jus é o indicador oficial do CNJ desenhado para medir eficiência — não produção bruta. Por isso, o IPC-Jus — e não o número isolado de baixas por magistrado — é a métrica tecnicamente adequada para avaliar se um tribunal está sendo mais ou menos eficiente de um ano para o outro”, complementa a nota.

“Esse ganho de eficiência não veio acompanhado de aumento de gastos — e aqui está um dos dados mais relevantes do relatório. Segundo a Figura 79 do Justiça em Números 2026 (despesa por habitante, incluindo o custo com inativos), o TJPB gastou R$ 319,80 por habitante, valor 35,7% menor que a média nacional da Justiça Estadual, de R$ 497,30”, observa o TJPB.

FONTE: Jornal da Paraíba