Cem anos passaram desde a chacina de uma família paraibana em Pioz, Espanha, e Marvin Henriques Correia continua no processo judicial. O homem, acusado de ter colaborado e incentivado Patrick Nogueira Gouveia — o autor dos assassinatos dos tios e dos dois primos — ocorridos em agosto de 2016, aguarda ainda o veredito. Embora tenha sido inicialmente absolvido, o caso foi reiniciado.
Aos 18 anos, Marvin Henriques foi detido em João Pessoa quando a Polícia Civil o identificou como envolvido no crime. De acordo com a investigação, ele mantinha contato com Patrick através de mensagens durante a execução da chacina, fornecendo orientações baseadas nas versões da defesa, do delegado responsável pela investigação e das vítimas. As trocas de mensagens começaram pelas conversas que Marvin realizou com Patrick durante o evento.
Em 17 de agosto de 2016, Patrick Nogueira Gouveia executou os assassinatos dos tios — Marcos Campos Nogueira e Janaína Américo — e dos dois filhos do casal, uma menina de três anos e um menino de um ano. O autor confessou os crimes à polícia espanhola. Conforme informado pela Polícia Civil da Paraíba, após eliminar Janaína e as crianças, Patrick fotografou os corpos e enviou as imagens para seu amigo Marvin.
As gravações das conversas revelam que Marvin acompanhou, via WhatsApp, parte do que transcorria. A comunicação entre os dois durou das 15h55 de 17 de agosto às 6h57 de 18 de agosto, conforme o horário espanhol. Esse conteúdo foi incorporado tanto ao processo contra Patrick na Espanha quanto ao que se tramita na Justiça da Paraíba contra Marvin.
Patrick também forneceu detalhes sobre o esquartejamento dos corpos. Em algum momento, ao relatar suas ações, afirmou: “A mulher e as duas crianças foram para o saco. Estão guardados e a casa está limpa, me limpei.” Marvin, segundo a Polícia Civil, não apenas acompanhou os relatos, mas também teria fornecido orientações a Patrick sobre como eliminar vestígios e esconder o local do crime. Em uma mensagem específica, ele perguntou se havia algo na casa que pudesse ser usado para disfarçar os assassinatos.
Para a Polícia Civil, as mensagens e a forma como Marvin acompanhou os eventos sugeriam que ele participou ativamente. “Hoje aconteceu uma coisa absurda que questiona essa interpretação. Repito e sustento hoje, a simples troca de mensagens não caracteriza o crime de forma alguma”, afirmou a defesa.
Marvin foi detido em João Pessoa em 28 de outubro de 2016, na primeira fase das investigações. Foi transferido para a Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1). Por motivos de segurança, o ré
Fonte: G1 Paraíba
