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Adotada aos 5 anos, atriz revive drama de ‘nova identidade’ em novela vertical

Adotada aos cinco anos de idade e sem conhecer a família biológica, a atriz Jessica Córes encontrou um paralelo entre sua vida pessoal e a personagem que interpreta na novela vertical Nas Profundezas do Amor. Assim como a protagonista Carmem Quevedo, a artista travou uma luta em busca da descoberta da própria identidade.

“Eu sou adotada, então entendi que minha identidade se tornou outra. Nasci em Magé, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, percorri alguns abrigos até ser adotada. Com cinco anos, já me sentia uma menina muito vivida”, iniciou Jessica.

A artista recordou que a busca por impressionar famílias que poderiam adotá-la também impactava a construção de sua identidade na infância. “Tinha muita consciência do lugar em que eu estava. Todo domingo, encontrava possíveis famílias. Era algo que, naquele momento, eu criava uma certa identidade. Ficava mais bonitinha, não podia estar descabelada, tinha que me portar”, completou.

Em Nas Profundezas do Amor, que o Globoplay lança nesta terça (25), Serena (Jeniffer Dias) é acusada injustamente por um atentado à sogra, Madalena (Ana Beatriz Nogueira), mãe de seu namorado, Romualdo (Joaquim Lopes).

Após um incêndio, Serena é dada como morta. A protagonista, então, ressurge anos depois na pele de Carmem e em busca de se vingar de Zara (Thaila Ayala), responsável pelo plano que a incriminou.

Uma trama em que um personagem assume uma nova identidade não é necessariamente inovadora, mas Jessica encarou a responsabilidade de dar continuidade ao trabalho iniciado por Jeniffer nos cinco primeiros capítulos –missão que se tornou mais leve por conta da amizade entre as duas.

“A gente já tinha uma história de vida de anos, a gente tem uma amizade e uma afinidade. Isso facilitou muito, porque eu conheço o corpo da Jeniffer em cena. Eu sei algumas manias e algumas formas. A única dificuldade mesmo foi na voz, porque eu tenho um timbre diferente do dela. Mas a gente teve essa consciência de combinar: como vai ser a nossa mão, nossa classe, nossa elegância?”, revelou Jessica.

O diretor Cristiano Marques destacou o cuidado para que a transição entre as atrizes não fosse tão brusca. “A Jessica trouxe algumas coisas da Jeniffer, especialmente nos primeiros momentos da Carmem, quando ela acorda no hospital. Depois, a gente descolou um pouco, mas, no comecinho, houve uma transição entre uma personagem e outra. Depois, cada uma seguiu sua trilha.”

Jeniffer optou por construir uma Serena mais doce, característica que não combina com a “avalanche de tragédias”, nas palavras da própria Jessica, que acomete a protagonista. “Uma mulher dócil vira uma mulher mais firme, com uma voz mais forte e impostada. A Jeniffer vai ser um pouco mais calma, eu chego sempre fuzilando”, adiantou a intérprete de Carmem.

Com 50 capítulos gravados em apenas oito dias, Jessica admitiu que foi um trabalho cansativo. “A gente chegava exausta. Você entra em cena com um objetivo, e não é uma mensagem que você vai deixar para o próximo episódio. Você sempre entra tendo que entregar. É um exaustivo gostoso”, cravou.

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