Um dos maiores nomes da música country, a cantora Dolly Parton morreu aos 80 anos nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela família da artista nas redes sociais. A cantora havia reduzido a agenda de aparições públicas nos últimos anos para cuidar da saúde. Além de colecionar sucessos como Jolene e I Will Always Love You, a estrela também se aproximou do público jovem por sua relação com Miley Cyrus, de quem é madrinha.
Brian Seaver, sobrinho da artista, gravou um vídeo no Instagram para avisar aos fãs sobre sua partida. “Este anúncio em vídeo é algo que Dolly me pediu anos atrás, antes mesmo de eu assimilar plenamente que isso um dia se tornaria realidade”, começou ele.
“Como chefe de segurança dela por mais de duas décadas – função que meu pai, Larry, exerceu antes de mim -, eu imaginava o peso deste momento, mas não o havia sentido de verdade até agora”, continuou.
“É uma honra; uma honra que se mistura a um orgulho imenso e a uma profunda tristeza. Mas a tristeza fica conosco, não com Dolly. Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus, certamente recebida por Carl, por seus pais e por inúmeras outras pessoas que a acompanharam e ansiavam por encontrá-la no céu”, acrescentou ele, em referência ao marido de Dolly, Carl Thomas Dean, que morreu em março de 2025.
Rainha da música country
Nascida em 19 de janeiro de 1946 em Locust Ridge, no Tennessee, Dolly Parton cresceu nas montanhas dos Smoky Mountains como a quarta de 12 filhos de uma família humilde que encontrou na música sua principal forma de expressão. Ela começou a cantar ainda criança e, antes dos 20 anos, mudou-se para Nashville, o grande centro da indústria country nos Estados Unidos.
Como compositora e cantora, tornou-se uma das maiores lendas da música americana ao assinar e interpretar clássicos mundiais como 9 to 5. Composta por ela em 1973, I Will Always Love You ganhou projeção global histórica na voz de Whitney Houston para o filme O Guarda-Costas (1992).
Além dos palcos, Dolly destacou-se no cinema em produções como Como Eliminar Seu Chefe (1980) — ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin — e Flores de Aço.
Sua trajetória artística acumula sete prêmios Grammys competitivos, o Grammy Lifetime Achievement Award (2011) pelo conjunto da obra e uma indução ao Rock & Roll Hall of Fame.
Vida pessoal
Na vida pessoal, a artista foi casada por quase 60 anos com Carl Thomas Dean, com quem se uniu em maio de 1966. Ao contrário da esposa famosa, Dean optava por uma vida discreta e distante dos holofotes até sua morte, em março de 2025, aos 82 anos. O casal não teve filhos, uma escolha que a própria cantora apontou como determinante para conseguir se dedicar integralmente à construção de sua carreira.
