Em 2026, os alunos do ensino médio da Paraíba iniciam sua fase final de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). As provas serão realizadas nos dias 8 e 15 de novembro, em todo o território nacional.
No primeiro dia da avaliação, os candidatos enfrentam testes de línguas, redação e ciências humanas.
Já no segundo dia, a agenda inclui as provas de ciências da natureza e matemática.
O professor de História Raphael Nogueira, diretor da instituição privada ISO localizada em João Pessoa, destaca que a preparação para o ENEM 2026 exige uma seleção cuidadosa dos conteúdos que ainda demandam atenção, aliada a uma rotina de estudos contínua até o dia da prova. Com um cronograma baseado em simulados, aulas extras e um período de revisão com novos materiais, o planejamento inicial já contemplava o aumento da intensidade dessas atividades nos meses que antecedem a prova.
Os simulados desempenham papel fundamental ao permitir identificar os pontos específicos que necessitam de reforço. A escola realiza análises detalhadas dos resultados para avaliar os componentes curriculares abordados, as habilidades e competências com maior dificuldade, além do desempenho em questões de diferentes níveis de complexidade.
A preparação também envolve lidar com a ansiedade natural desse período. Raphael Nogueira observa que essa fase costuma gerar tanto preocupação quanto angústia, especialmente quando os alunos percebem a necessidade de reorganizar o que será revisado nas semanas que antecedem a prova. “Agora é o momento de algum desgaste emocional e de ansiedade.”
Dessa forma, a orientação recomendada é priorizar os temas mais estratégicos, evitando a tentativa de revisar todos os assuntos pendentes. “Não há dúvidas que, nesta etapa, deve-se definir o que merece foco prioritário na revisão.”
Se o estudante tentar abordar todos os tópicos que ainda precisam de revisão, corre o risco de não ter tempo suficiente. Além disso, a regularização do sono torna-se essencial. “Não se pode arriscar a performance do ENEM com pouco sono ou com poucas horas de repouso acumuladas.”
Participar de aulas, trocar experiências com outros colegas e manter contato com professores e equipe constituem diferenciais significativos nesse momento crítico.
Alice Alcântara Sant’Ana, com 18 anos e na terceira série, aspirante a direito, segue um método de revisão que inclui estudo dos conteúdos abordados em sala, uso de mapas mentais e resolução de questões. Ela dedica cinco horas diárias em casa e reserva domingos para descanso. A escola apoia esse processo disponibilizando simulados e orientações.
Embora estude sozinha e reconheça que a rotina pode ser exaustiva, Alice considera que o processo trouxe a sensação de ter cumprido seus objetivos. “Estudar sozinha, apesar de cansativa, foi uma experiência recompensadora.” Ela conclui que o nervosismo é inevitável, mas prevalece a sensação de missão cumprida.
Para quem está passando por essa fase, Alice oferece um conselho prático: “Resolva questões e não se exagere com a autocrítica.”
Fonte: G1 Paraíba
