Os principais temas discutidos durante a entrevista com Camilo Duarte, candidato do PCO à presidência do governo da Paraíba, foram o fim da Polícia Militar, a ideia de armamento para a população e a questão do calote enfrentado pelos cidadãos diante dos bancos. A conversa ocorreu nesta quarta-feira, dia 16.
Na conversa, o candidato também apresentou sua proposta de estabelecer uma renda mínima de R$ 7,5 mil para todos os brasileiros, além de sugerir a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais e a implementação de liberdade de expressão sem restrições.
Proposta sobre o calote na dívida dos trabalhadores com os bancos e renda mínima
Nosso ponto principal é a defesa da extinção da dívida pública. Não reconhecemos essa dívida. É uma dívida política, não é uma questão puramente econômica.
No exercício anterior, foram R$ 1,8 trilhões para pagamento de juros e amortização da dívida.
O Dieese afirma que o salário mínimo tem que ser R$ 7,5 mil. Se fosse distribuído a cada brasileiro, ainda sobrariam R$ 200 bilhões — uma quantia equivalente ao orçamento da educação e aproximadamente ao da saúde.
Mesmo assim, a proposta de uma renda mínima de R$ 7,5 mil a cada brasileiro ainda seria viável. O argumento central é que o cidadão merece o mínimo do mínimo; se não estiver trabalhando, o Estado deve fornecer o aporte, priorizando quem está desempregado.
Embora o Bolsa Família tenha começado em R$ 300 e dobrado sob Bolsonaro por razões eleitorais, continua sendo um valor consideravelmente insuficiente.
Dado que o próprio Dieese, órgão estadual, declara que o salário mínimo para uma família sobreviver é R$ 7,5 mil, surge a pergunta: como uma família conseguiria sobreviver com apenas R$ 600?
Se as condições de trabalho e remuneração fossem dignas, as pessoas deseariam trabalhar, mas o problema reside no fato de que muitas vezes morre de trabalho e não há perspectivas de evolução.
As condições de vida não mudam, tornando difícil incentivar a atividade laboratorial quando não existem perspectivas claras.
Proposta para redução de dívidas dos paraibanos
Embora possa-se propor mudanças, é fundamental evitar promessas infias, pois sem mobilização populacional é impossível atender às necessidades da população.
Um governo comprometido com o povo teria que assumir a responsabilidade de identificar problemas estruturais, como a falta de habitação, e agir concretamente — por exemplo, iniciando processos de estatização.
Caso
Fonte: Portal Correio
